O AMOR É TODO SEU

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Ela aprendeu que o amor a tornava uma pessoa melhor. Então, faxinou o coração, desamarrotou a alma, plantou flores no jardim dos sentimentos e passou a deixar um pouco de amor em cada canto do seu desassossego. Em pouco tempo, ela já não se sentia mais triste, o amor foi tomando conta de todos os espaços vazios do seu ser.
As pessoas notaram que ela estava sorrindo mais, brilhando mais e exalando uma paz tão grande que dava vontade de ficar pertinho dela, para ser contagiado pela energia boa que ela emanava.
A moça não se importava mais com reciprocidade. E isso era até estranho, porque todo mundo sabe que o amor mais cobiçado é aquele que volta na mesma ou em maior proporção do que foi ofertado. Pois é! Mas ela deixou de ligar para isso, porque o amor passou a ser tão essencial para ela quanto respirar. Sendo assim, sabia que não poderia depender do amor dos outros para viver, aprendeu a contar com o dela. Com o amor que ela sentia por ela mesma e pelos outros. E o amor é realmente o sentimento mais bonito de todos, pois é impossível estar repleto dele sem se fazer notado, admirado e sem se sentir feliz. O que ela entendeu como primordial foi que se ela não retribuísse o amor dela por ela mesma, que se ela não amasse os outros independente desse amor ter ou não retorno… O amor nunca criaria raízes, formaria laços, construiria pontes, derrubaria muralhas ou transporia abismos, porque quando alguém fica esperando receber para dar, ou só dá na mesma medida em que recebe… Perde a oportunidade de oferecer o melhor de si, o mais belo, o mais puro do seu ser. E talvez a sua verdadeira essência seja justamente o ingrediente que faz o amor brotar, crescer, florescer e encher de perfume até aquele jardinzinho decaído que antes não possuía qualquer beleza, o seu ou o dos outros.

(texto de Elaine Elesbão)

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PREPARE O CORAÇÃO

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Quanto mais a vida acontece, mais percebo que precisamos estar preparados para receber o amor. Passamos por tantos percalços, tantos relacionamentos, tanta coisa boa e ruim que, sem querer, esquecemos de nos preparar para a chegada do amor. E o amor entra e sai das nossas vidas a todo momento e é por esse motivo que devemos nos preocupar com cada chegada.
Sendo bem recebido, bem acolhido, talvez o amor queira permanecer. E amor que perdura é sempre muito bom.
Vemos tanta gente querendo encontrar o amor, ansiando por ele, tão focada no sentimento ideal, que se esquece de ajeitar o coração para recebê-lo. O amor não fica em coração bagunçado, repleto de mobília antiga, de ervas daninhas, de lodo e de lama. Ele gosta de local arejado, limpo, florido e com bastante espaço para ele se espalhar.
Tenho percebido que quando o coração está faxinado e a mente está em paz, o amor surge de repente, trazendo todo o seu encantamento.
Amar também exige prática. Não adianta não suportar ninguém, tratar mal todo mundo e desejar encontrar a pessoa dos sonhos que será o amor da sua vida e você da vida dela. O amor flui de quem e para quem o distribui por aí nas mais diversas formas. E uma boa maneira de treinar o amor é empregando-o na gente mesmo. O amor-próprio é um excelente perfume que atrai o amor romântico, o fraternal, o humanitário e assim por diante.
Já pensou em encontrar alguém que se ame, ame os seus semelhantes e ame a vida intensamente? Imagine só a maravilha que é conviver com uma pessoa segura, gentil, dadivosa e grata… Imaginou? Pois é! Não seria uma boa ideia tentar ser essa pessoa que você adoraria encontrar e conviver?
Tudo aquilo que desejamos receber, temos que saber ofertar.
Prepare o seu coração, a sua mente, a sua vida e a sua energia para receber o amor que você merece, oferece e admira. E tudo fará sentido, porque, talvez só talvez, esse ensinamento já nos tenha sido repassado há muitos e muitos anos pelo alguém mais evoluído que habitou esse planeta.
(Elaine Elesbão)

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EXPECTATIVAS

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EXPECTATIVAS

Tenho observado o quanto as pessoas estão se fechando e se tornando desconfiadas. Talvez as decepções sejam as grandes vilãs que façam com que, cada vez mais, menos expectativas sejam criadas.
Criar expectativas realmente pode levar alguém a se frustrar quando as mesmas não são atendidas ou a se decepcionar com o outro quando essa expectativa estava diretamente ligada a um relacionamento afetivo ou amoroso.
Eu, particularmente, tenho lido diversos posts em redes sociais com frases sobre não criar expectativas para que não ocorram frustrações, decepções e sofrimentos. Até já cheguei a concordar com essas afirmações e também tentei viver evitando as tais expectativas… O que não foi uma experiência muito efetiva.
A questão é que a vida nos faz aprender uma série de coisas; algumas depois de anos, outras depois de tombos e outras, ainda, depois de muito observar o que se passa ao nosso redor. E eu aprendi, nesse processo lindo e doloroso que é viver, que não criar expectativas mata os sonhos da gente. Está certo que evita muito sofrimento, mas existe sofrimento maior do que o de não alimentar os sonhos?
Se eu não desejo algo tão fortemente a ponto de sonhar com isso, de lutar pelo que desejo e de a cada dia acordar com a ideia de que estou mais perto do que desejo… Não crio expectativas. E não criando expectativas eu posso dormir e acordar todos os dias sem querer nada, sem esperar nada e sem sentir o coração acelerado por causa de nada ou de alguém. Mas e isso é bom? É bom não sentir?
Pode ser que para algumas pessoas não sentir seja a solução para os problemas da vida. Não para mim. Acho que ninguém deveria se privar do sofrimento da mesma maneira que não deveria se privar da felicidade. O sofrer, por incrível que pareça, molda quem somos, aprimora nossos dons e multiplica a nossa força. Concordo que sofrer é ruim, mas tenho certeza que cada dor que passei me tornou uma pessoa mais resiliente, mais determinada e, principalmente, mais empática. E, além disso, a maioria das minhas dores foram resultado da minha busca por algo. E prefiro buscar o que quer que seja do que ficar parada esperando coisa alguma.
Não estou dizendo que devemos nos condicionar a sofrer, nada disso. O que penso é que o medo de sofrer tem atrapalhado muita gente de ser feliz. O medo de sofrer tem feito muita gente não criar expectativas… E sem a tal da expectativa muita coisa perde a graça.
Decidi que vou continuar lutando pelos meus ideais, que vou persistir sonhando, que vou criar um monte de expectativas cada vez que mandar um original para alguma editora ou cada vez que pensar no futuro dos meus filhos ou cada vez que aquela pessoa que eu acho legal me convidar pra sair, porque tudo isso vai me fazer sair do lugar e permitir que a vida flua, pois para ser aceita na editora dos meus sonhos terei que me esforçar para escrever cada vez melhor; para que meus filhos tenham um futuro digno terei que dar a eles o suporte necessário para que atinjam os seus objetivos, e dar esse suporte exigirá de mim atenção, dedicação, tempo e muito amor; para que aquela pessoa legal tenha interesse em estar ao meu lado terei que manter sempre em alta o meu amor-próprio, o respeito pelas diferenças e o bom humor. E tudo isso, acredite, fará de mim alguém melhor.
E se meus esforços fracassarem? E se as minhas expectativas forem frustradas? Eu vou chorar, sofrer, aprender alguma coisa com a decepção ou as com as decepções… Mas depois irei refazer os planos, alterar a rota, tentar consertar o que for possível, jogar fora o que não mais me servir, sonhar novos sonhos, criar novas expectativas e viver novos momentos e situações da melhor maneira que eu puder.
Criar expectativas faz a gente se arriscar.
O importante é ter em mente que os sonhos, as expectativas e as frustrações sempre serão fruto dos nossos desejos pessoais e, que mesmo compartilhados, terão a carga e o peso da parcela de vontade personalíssima e intrasferível que cada um carrega dentro de si… Então, se algo der errado, não tente jogar a culpa em ninguém nem mesmo em você. Apenas aprenda a lição que lhe couber, reformule seus planos e continue acreditando na sua capacidade e na sua força interior.
Acho que ninguém vem ao mundo para ver a vida passar e passar incólume por ela. Então, quanto mais a gente se isola para evitar sofrer, mais a gente sofre… Porque pessoas precisam de outras pessoas, precisam de sonhos, precisam de felicidade e de tristeza para entenderem a dinâmica das relações com os outros e com o Universo… É mais feliz quem acredita e espera mais da vida, porque, geralmente, de alguma forma, a vida retribui.
Quem não quer nada, recebe nada. Isso é fato.

(Texto de Elaine Elesbão)

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A PIPA E A FLOR

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A PIPA E A FLOR

Era uma vez uma pipa de cara risonha que ficou enfeitiçada por uma florzinha maravilhosa. Não conseguindo mais viver sem ela, deu sua linha para a flor segurar. A flor, então soltou a linha para a pipa voar bem alto.
Mas a flor, aqui debaixo, percebeu que estava ficando triste. Não, não é que estivesse ficando triste. Estava ficando com raiva . Que injustiça que a pipa pudesse voar tão alto, e ela tivesse de ficar plantada no chão. E teve inveja da pipa.
Tinha raiva ao ver a felicidade da pipa, longe dela….
Tinha raiva quando via as pipas lá em cima, tagarelando entre si. E a flor, sozinha, deixada de fora.
– Se a pipa me amasse de verdade não poderia estar feliz lá em cima longe de mim. Ficaria o tempo todo comigo….
E a inveja juntou-se ao ciúme.
Inveja é ficar infeliz vendo as coisas bonitas e boas que os outros têm, e nós não.
Ciúme é a dor que dá quando a gente imagina a felicidade do outro, sem que a gente esteja com ele.
E a flor começou a ficar malvada.
Ficava emburrada quando a pipa chegava.
Exigia explicação de tudo.
E a pipa começou a ter medo de ficar feliz, pois sabia que isto faria a flor sofrer.
E a flor foi aos poucos, encurtando a linha.
A pipa não mais podia voar.
Via, ali do baixinho, de sobre o quintal (esta era toda a distância que a flor lhe permitia voar) as outras pipas, lá de cima…E sua boca foi ficando triste. E percebeu que já não gostava tanto da flor, como no início.
(Rubens Alves, A pipa e a flor.)

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VERGONHA

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Confesso que, lá no passado, fui uma pessoa que sentia muita vergonha. Tudo me encabulava. Falar em público quase me causava um ataque de pânico, ser apresentada a alguém era torturante, representar em alguma peça na escola me deixava insone durante dias, deixar alguém ler um texto meu era quase impossível de acontecer…
Então, o tempo foi passando, os dias foram se acumulando de vida e percebi que a gente perde muita coisa por receio de se expor. Compreendi que a vergonha é o medo de não ser aceito, de não ser bom o bastante… Que vergonha e autoestima são inversamente proporcionais.
Resolvi gostar de mim e aceitar que nunca serei tão boa quanto gostaria de ser (porque sou perfeccionista), passei a perdoar as minhas faltas, deixei de superdimensionar os meus defeitos e, principalmente, aprendi a rir das minhas mancadas… E foi aí que a mágica aconteceu, pois quanto mais eu era gentil comigo, mais reforçava a minha autoestima e mais a vergonha ia desaparecendo.
Se eu pudesse dar uma conselho a alguém seria: deixe de sentir vergonha e se mostre para o mundo… E talvez você descubra que ninguém dá tanta importância assim para a perfeição, porque ninguém faz tudo certo nem é bom em tudo. É errando que a gente aprende a acertar… Repare como é engraçado alguém em sua primeira aula de dança, continue reparando, espere algum tempo e constate que após algumas aulas onde a descoordenação foi a convidada de honra, a pessoa melhora muito e dança! Quantos passos errados ela precisou dar até assimilar os passos certos? Inúmeros!
É se libertando das amarras, que a gente mesmo se impôs, que a vida flui. A vergonha é uma amarra, livre-se dela. Dance, cante, escreva, recite, declare-se: permita-se!

(Elaine Elesbão)

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NÃO INSISTA

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De todas as coisas que aprendi na vida, uma das mais importantes foi não fazer questão de quem não faz questão de mim. Isso não significa que não vou sofrer, não quer dizer que deixei de me importar, a questão é que entendi que dói mais insistir em permanecer perto do que me afastar de quem não me dá a mínima.
Às vezes colocamos tantas expectativas em um relacionamento, seja afetivo, amoroso ou fraternal, que aceitar que ele não está dando certo é como assinar um atestado de incompetência. Mas a verdade é que se não existe cumplicidade e boa vontade não é possível existir o relacionar-se.
Quando alguém não corresponde ou partilha do nosso sentimento, e a gente já tentou oferecer o melhor da gente, faz-se imperativo partir sem rancor, sem mágoa, sem desejo de vingança, o que é sempre a melhor alternativa. É salvaguardar-se.
E mesmo que bata aquela vontade de voltar no tempo e fazer tudo diferente é importante ter consciência de que a saudade é como uma miragem no deserto, porque faz com que o que não temos mais ao nosso alcance nos pareça um oásis… Até pessoas. Acho que a memória é uma idealizadora irrefreável. Então, talvez seja necessário usar um pouco de racionalidade para nunca esquecermos dos reais motivos que nos fizeram desistir de insistir de estar ao lado de alguém.
Pessoas não são âncoras, por isso devemos aprender a remar.

(Elaine Elesbão)

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Poesias e contos eróticos feitos por mulheres…

Elaine Elesbão no Metrópoles…

 

Poesias e contos eróticos feitos por mulheres são um tesão

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Elaine Elesbão no Iluminuras

Entrevista para o programa Iluminuras, da TV Justiça.

Se você deseja saber um pouquinho mais sobre mim e os meus livros, acesse o link abaixo, mas, por favor, releve o nervosismo da autora que é super tímida:

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Conto: A Promessa das horas

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A Promessa das Horas

A enfermeira me ajeita na cadeira de rodas, mas sou birrenta, enrijeço o corpo, ela me coloca na posição que acha adequada, examina para ver se estou confortável e despenco. Sou uma mulher velha e me dou o direito de, a esta altura da vida, dar um pouco de trabalho. Ela volta a me arrumar, agora com um pouco menos de paciência, com menos carinho, e decido colaborar.
O sol está morno. Todo dia me colocam para tomar banho de sol, como se eu fosse uma roupa velha que precisa perder o cheiro de mofo. Não sei se o cheiro de mofo abandona as roupas velhas que são colocadas ao sol; das pessoas velhas, sei que o cheiro não sai.
Presto atenção em tudo o que acontece a minha volta. Diversas vezes, já me peguei envolvida na história de alguém, participando mentalmente de diálogos alheios, isso é tudo o que me restou.
Não consigo ler direito porque enxergo mal, não tenho paciência para ouvir música porque estou quase surda, não posso caminhar porque os ossos estão fracos, não me deixam viver porque a morte está a minha espreita, mas posso pensar porque o cérebro continua supimpa… E isto, até que não é muito bom.
Por que não me diverti mais? Ah, se eu soubesse antes o que sei agora! O problema é que a gente só aprendeu o suficiente quando o tempo se tornou insuficiente. Então, o relógio zera.
Até que eu ia indo bem, mesmo com essa idade toda, estava gostando da minha vidinha, mas, aí, me trouxeram à força para esta casa de repouso. Fiquei rebelde e decidi me comportar da maneira que as pessoas esperam que uma senhora de noventa anos se comporte. E fui mesmo piorando. A infelicidade é um santo veneno.

Continue lendo, adquira o conto na Amazon:

A Promessa das Horas

 

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O QUE NOS CAI BEM

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O QUE NOS CAI BEM

Às vezes, observando as pessoas e as suas atitudes, acabo comparando-as a roupas. Parece estranho fazer esse tipo de analogia, muito estranho, eu sei. Mas, para mim, faz sentido. E garanto que não tem nada a ver com o uso de modo pejorativo. Também não tem qualquer conotação de preço ou de posse embutida na ideia. É só uma maneira boba que encontrei para tornar mais divertida a minha análise empírica de perfis psicológicos.
Então…
Algumas pessoas são como os pijamas quentinhos que nos aquecem nas noites frias, pois nos aconchegam e fazem com que nos sintamos confortados e confortáveis.
Outras são como aquele vestido incrível que se molda ao corpo e nos faz parecer poderosas, pois estão sempre dispostas a nos ajudar a levantar a autoestima e costumam evidenciar o que há de melhor em nós.
Não posso me esquecer de comentar sobre aquelas que são como a blusa antiga que combina com tudo, que nunca conseguimos encontrar outra sequer parecida em lugar algum, porque estão há anos fazendo parte da nossa história e sendo a melhor opção para estar conosco em diversos momentos do cotidiano.
Mas existe roupa e gente que não nos favorece, que mesmo que o número seja o nosso, não nos cai bem. De quando em vez, eu me deparo com uma peça desse tipo em alguma vitrine… Só que aprendi a jamais trazer algo para a minha vida sem dar uma boa avaliada antes, assim procuro evitar ser iludida pela aparência, pela ideia abstrata de perfeição e, principalmente, pela subjetividade do “vai servir”.
É preciso “experimentar” mesmo, com os olhos bem abertos, diante de um espelho enorme, embaixo daquela luz forte, para saber se ficou bom, se a sensação é agradável, se me senti bonita, confortável, se vale a pena investir. Nada de adquirir por impulso, ou porque alguém está me dizendo que ficou perfeita, prefiro seguir a minha intuição e considerar o que eu mesma estou sentindo, e se não me fizer sentir bem, não quero.
E eu? Que tipo de roupa sou?
Tenho certeza de que já fui para algumas pessoas aquele modelito errado, incômodo… Pois sei que não dá para ser unanimidade nem agradar a todos os gostos ou necessidades. Mas, um pouco mais a cada dia, dependendo da situação e da pessoa, tenho tentado ser o pijama que aquece e conforta, o vestido incrível que exalta as qualidades ou a blusa antiga que está sempre à disposição para participar do dia a dia daqueles com quem me importo e que jamais abrem mão da minha companhia.
Desejo para você e para mim que, em algum momento, a gente possa se esbarrar por aí em alguma vitrine da vida e caibamos lindamente na vida do outro… E, se isso não acontecer, se o não cair bem for fato, que consigamos descobrir isso o mais rapidamente possível e que saibamos, mesmo assim, admirar as nossas mútuas qualidades e seguir os nossos caminhos sem qualquer frustração ou mágoa.

(Elaine Elesbão)

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